Paraná tem 4,3 milhões de pessoas com a dose de reforço da vacina contra Covid em atraso

Segundo a Rede Nacional de Dados em Saúde, a faixa etária com maior número de faltosos tem entre 25 a 29 anos (555,1 mil pessoas), seguida por 20 a 24 anos (551,5 mil) e 30 a 34 anos (515,4 mil).

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Publicada 12 de Maio, 2022 às 11:31

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O Paraná tem pelo menos 4,3 milhões de pessoas com a dose de reforço contra a Covid-19 em atraso, de acordo com informações da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS).

A faixa etária com maior número de faltosos tem entre 25 a 29 anos (555,1 mil pessoas), seguida por 20 a 24 anos (551,5 mil) e 30 a 34 anos (515,4 mil). A dose de reforço é aplicada em pessoas com 18 anos ou mais no estado.
No início do ano, o Paraná registrou 1.235.074 aplicações da dose de reforço e, em abril, apenas 370.209 doses - uma queda de mais de 70%.
 
Já com relação à segunda dose, em janeiro deste ano, o estado registrou 300.870 aplicações. No mês passado, o número baixou para 184.597 - uma redução de 38,6% no período.
De acordo com a RNDS, 1,3 milhão de paranaenses estão com a segunda dose em atraso. A maioria dos faltosos tem idades de 5 a 11 anos (400 mil crianças), seguido pela faixa de 12 a 17 anos (231,4 mil) e 20 a 24 anos (150,5 mil).

"Estes dados são importantes para analisarmos a necessidade de uma nova chamada para a vacinação no Paraná. Precisamos que a população se conscientize que, se não reforçarem a proteção contra o vírus, aumentam a chance do agravamento clínico dos casos confirmados, com maiores riscos de internamentos, até mesmo levando a óbito", reforçou o secretário de Estado da Saúde, César Neves.

Terceiro mês de queda na imunização
 
Dados do Vacinômetro Nacional mostram que a procura pela vacina contra a Covid caiu pelo terceiro mês consecutivo no Paraná. Os resultados constam em um levantamento realizado pela Secretaria de Estado da Saúde, na segunda-feira (9).

A vacinação está em queda desde janeiro, quando houve um fenômeno inverso. Naquele mês, a procura aumentou na comparação com dezembro, devido à chegada da variante Ômicron e o prazo para segunda dose de crianças e adolescentes.
Em janeiro, foram aplicadas 1,8 milhão doses. No entanto, nos meses seguintes os números só baixaram no Paraná.

Em fevereiro foram 1.525.048 doses aplicadas; em março 1.099.093 e em abril pouco mais de 856,3 mil doses.

"A baixa procura pelos imunizantes contra a Covid se deve, em grande parte, à falsa sensação de proteção. Também tem o fator calendário. Muitas pessoas que tomaram as duas primeiras doses interromperam as visitas aos postos de saúde para as doses adicionais. Mas, assim como outras doenças, a imunização do coronavírus precisa ser reforçada, seja com a segunda dose ou doses de reforço. É o que apontam os estudos e é o que estamos orientando os municípios", pontuou Neves.

Números gerais
 
Em números gerais, o Paraná registra 24.581.699 vacinas aplicadas, sendo:
 
9.968.534 primeiras doses

8.993.988 segundas doses

333.651 doses únicas

4.691.000 doses de reforço

271.390 quartas doses

323.136 doses adicionais
 
Conforme a Sesa, o estado é o quinto que mais vacinou no país, atrás da Bahia (27.393.349 doses), Rio de Janeiro (33.648.471), Minas Gerais (43.747.242) e São Paulo (107.813.546) respectivamente.
Atualmente, 80,4% da população está protegida com as duas doses ou a dose única e 40,4% tomaram a dose de reforço.

Fonte: G1

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