Grupos criminosos que atuam a partir de presídios estão sendo alvo de uma megaoperação que visa cumprir 559 mandados no Paraná, São Paulo, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul na manhã desta segunda-feira (15).
Cerca de mil policiais foram para as ruas para cumprir 304 mandados de prisão e mais 255 de busca e apreensão. Parte das buscas (92) e dos mandados de prisão (176) foi cumprida em prisões, já que dizem respeito a investigados já encarcerados.
A ação, chamada de Operação Panóptico (Convergência Nacional PR-01), é realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Paraná (MP-PR), em integração com as corporações da Secretaria de Segurança do Paraná (Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal e Polícia Científica).
Segundo o MP-PR, as investigações vêm sendo desenvolvidas desde o final de 2025 em todas as regiões do Paraná, com medidas deferidas por órgãos do Poder Judiciário em diversas comarcas do estado.
"O objetivo da operação é responsabilizar o maior número de integrantes da facção criminosa, enfraquecendo sua atuação no estado, arrecadando provas e buscando elucidar outros crimes que estejam sendo praticados. Além disso, as prisões requeridas e decretadas têm o propósito de impedir que as atividades criminosas desses integrantes prossigam", diz o MP-PR.
Veja, abaixo, as cidades dos alvos:
Operação policial
O nome da operação deriva da palavra "panóptico" (na etimologia grega, "aquilo onde tudo é visto"), que teve seu uso popularizado pelo sociólogo Michel Foucault na obra Vigiar e Punir, para conceituar o sentimento de controle constante a partir de uma estrutura arquitetônica da qual é possível observar de cima uma vasta área, trazendo a percepção de uma vigilância perpétua e onipresente.
A operação se insere nas diretrizes do Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC). O GNCOC congrega o Ministério Público brasileiro e foi criado em fevereiro de 2002, por iniciativa do Conselho Nacional de Procuradores-Gerais dos Ministérios Públicos dos Estados e da União (CNPG), para combater o crime organizado que atinge todo o país.
É formado pelos Gaecos de todo o país e trabalha de maneira integrada com as polícias (Civil, Militar, Federal e Rodoviária Federal), a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e as receitas estadual e federal, entre outros órgãos.
Fonte: G1