Integrantes do PCC são alvo de megaoperação com 559 mandados no Paraná e outros três estados

Cerca de mil policiais foram para as ruas para cumprir os mandados de prisão e de busca e apreensão nesta segunda-feira (15).

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Publicada 15 de Junho, 2026 às 09:01

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Grupos criminosos que atuam a partir de presídios estão sendo alvo de uma megaoperação que visa cumprir 559 mandados no Paraná, São Paulo, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul na manhã desta segunda-feira (15).

Cerca de mil policiais foram para as ruas para cumprir 304 mandados de prisão e mais 255 de busca e apreensão. Parte das buscas (92) e dos mandados de prisão (176) foi cumprida em prisões, já que dizem respeito a investigados já encarcerados.

A ação, chamada de Operação Panóptico (Convergência Nacional PR-01), é realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Paraná (MP-PR), em integração com as corporações da Secretaria de Segurança do Paraná (Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal e Polícia Científica).

Segundo o MP-PR, as investigações vêm sendo desenvolvidas desde o final de 2025 em todas as regiões do Paraná, com medidas deferidas por órgãos do Poder Judiciário em diversas comarcas do estado.

"O objetivo da operação é responsabilizar o maior número de integrantes da facção criminosa, enfraquecendo sua atuação no estado, arrecadando provas e buscando elucidar outros crimes que estejam sendo praticados. Além disso, as prisões requeridas e decretadas têm o propósito de impedir que as atividades criminosas desses integrantes prossigam", diz o MP-PR.

Veja, abaixo, as cidades dos alvos:

  1. Astorga (PR);
  2. Arapoti (PR);
  3. Candói (PR);
  4. Cascavel (PR);
  5. Cianorte (PR);
  6. Cruzeiro do Oeste (PR);
  7. Curitiba (PR);
  8. Foz do Iguaçu (PR);
  9. Francisco Beltrão (PR);
  10. Guaíra (PR);
  11. Guarapuava (PR);
  12. Irati (PR);
  13. Jandaia do Sul (PR);
  14. Laranjeiras do Sul (PR);
  15. Loanda (PR);
  16. Londrina (PR);
  17. Manoel Ribas (PR);
  18. Maringá (PR);
  19. Nova Londrina (PR);
  20. Paraíso do Norte (PR);
  21. Paranavaí (PR);
  22. Paranacity (PR);
  23. Piraquara (PR);
  24. Ponta Grossa (PR);
  25. Porecatu (PR);
  26. Prudentópolis (PR);
  27. Roncador (PR);
  28. Santo Antônio da Platina (PR);
  29. São José dos Pinhais (PR);
  30. Sarandi (PR);
  31. Sengés (PR);
  32. Telêmaco Borba (PR);
  33. Umuarama (PR);
  34. União da Vitória (PR);
  35. Naviraí (MS);
  36. Joinville (SC);
  37. Bauru (SP);
  38. e Itapecerica da Serra (SP).

Operação policial
 
O nome da operação deriva da palavra "panóptico" (na etimologia grega, "aquilo onde tudo é visto"), que teve seu uso popularizado pelo sociólogo Michel Foucault na obra Vigiar e Punir, para conceituar o sentimento de controle constante a partir de uma estrutura arquitetônica da qual é possível observar de cima uma vasta área, trazendo a percepção de uma vigilância perpétua e onipresente.

A operação se insere nas diretrizes do Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC). O GNCOC congrega o Ministério Público brasileiro e foi criado em fevereiro de 2002, por iniciativa do Conselho Nacional de Procuradores-Gerais dos Ministérios Públicos dos Estados e da União (CNPG), para combater o crime organizado que atinge todo o país.

É formado pelos Gaecos de todo o país e trabalha de maneira integrada com as polícias (Civil, Militar, Federal e Rodoviária Federal), a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e as receitas estadual e federal, entre outros órgãos.

Fonte: G1

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