A Polícia Civil do Paraná, por meio da Delegacia de Polícia de Matelândia, na tarde de ontem, sexta-feira (20), registrou uma ocorrência envolvendo importunação sexual, praticada contra uma trabalhadora que exercia atividade de vistoria técnica em uma residência localizada no bairro Jardim Tropical.
Segundo relato, a vítima atua como auxiliar de vistoria em empresa terceirizada que presta serviços à Sanepar e, durante a realização de procedimento técnico no interior do imóvel, teria sido tocada de forma libidinosa, sem consentimento, pelo proprietário da residência. Abalada emocionalmente, a vítima deixou o local e procurou imediatamente a unidade policial para relatar os fatos.
Enquanto o boletim de ocorrência era lavrado, policiais civis que retornavam de outra diligência encontraram a vítima em visível estado de choque, chorando e reiterando o ocorrido, o que reforçou a materialidade e a contemporaneidade dos fatos. Diante da situação flagrancial, a equipe policial deslocou-se até o endereço indicado para abordagem do suspeito.
No local, o homem se recusou a colaborar com a ação policial, negando-se a abrir o portão da residência e a acompanhar a equipe, passando a oferecer resistência ativa. Durante a tentativa de ingresso no imóvel, um policial foi empurrado, e, posteriormente, o suspeito investiu fisicamente contra outro agente, entrando em luta corporal e desobedecendo ordens legais.
Diante do risco iminente à integridade física da equipe e da possibilidade de tentativa de subtração da arma do policial, foi necessário efetuar um disparo controlado em local seguro, exclusivamente para cessar a agressão e restabelecer a ordem. Após a contenção, o homem recebeu voz de prisão pelos crimes de importunação sexual, resistência, sendo algemado para garantir a segurança de todos os envolvidos.
O preso foi encaminhado à Delegacia Regional de Polícia de Matelândia, onde foi apresentado à autoridade policial para as providências legais cabíveis.
A Polícia Civil reforça que não tolera qualquer forma de violência sexual, especialmente contra mulheres no exercício de sua atividade profissional, e destaca que denúncias dessa natureza são fundamentais para a pronta atuação do Estado e a responsabilização dos autores.
Com informações Polícia Civil