Trajetória e legado da Profª Catalina marcam gerações em Medianeira

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Publicada 14 de Janeiro, 2026 às 10:08

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Reconhecida por sua dedicação à educação, à cultura e à vida pública, Catalina del Valle Rangel de Lemos é homenageada por sua trajetória como professora que marcou gerações em Medianeira e região. Ao longo de décadas, a Profª Catalina construiu uma história pautada pelo compromisso com o ensino, com a cidadania e com a família.

Uma vida entre culturas

Catalina nasceu em 4 de dezembro de 1951, em San José de Guanipa, no estado de Anzoátegui, Venezuela. Filha de Juana Higinia Caraballo Rodrigues, natural da Isla Margarita, no Caribe, e de Luis Ginés Rangel Moreno, oriundo da Cordilheira dos Andes, cresceu cercada pela diversidade cultural que mais tarde se tornaria uma de suas marcas pessoais e profissionais.

Em 1976, conheceu e se casou com o brasileiro Juracy José Lemos, natural de Mirante do Paranapanema (SP). Da união nasceram três filhos: Jenny Carolina (1977), Luis Juracy (1980) e Claudia Marina (1981).

Caminhos pelo Brasil e raízes em Medianeira

Em 1986, a família mudou-se para Boa Vista (RR), onde Juracy passou a lecionar Física no ensino médio. Já em 1993, veio a transferência para o CEFET de Medianeira (PR), cidade que se tornaria o lar do casal por 27 anos, até 2020.

Foi em Medianeira que a Profª Catalina consolidou sua carreira e deixou um legado duradouro. Atuou como professora de Espanhol por muitos anos, publicou dois livros e colaborou com instituições locais, entre elas o Colégio Estadual João Manuel Mondrone. Também levou o ensino para além da sala de aula por meio de um programa de rádio, no qual ministrava aulas de espanhol, ampliando o acesso ao conhecimento.

Educação e participação política

Além da atuação acadêmica, Catalina teve presença ativa na vida política da cidade. Militante do Partido dos Trabalhadores (PT), foi candidata a vereadora em duas oportunidades, nos anos de 2000 e 2004, sempre pautada pelo compromisso com a educação, a inclusão e a justiça social.

Amor, cuidado e resistência

Em meados de 2015, aos 63 anos, a professora passou a apresentar sinais de demência, sendo posteriormente diagnosticada com Alzheimer. Com a evolução da doença, tornou-se acamada e passou a necessitar de cuidados constantes.

A família assumiu essa missão com amor e dedicação. O esposo Juracy, ao lado das filhas Claudia e Jenny, cuida diariamente de Catalina. O filho Luis, residente em Rio das Ostras (RJ), participa ativamente dos cuidados durante as férias de meio e final de ano, fortalecendo os laços familiares.

Uma homenagem que atravessa o tempo

A homenagem prestada pelos filhos celebra não apenas a professora e a intelectual, mas a mulher que construiu pontes entre culturas, formou alunos, participou da vida pública e, acima de tudo, cultivou uma família unida. Para Medianeira, Catalina permanece como símbolo de dedicação ao ensino e de amor à cidade que escolheu para viver e servir por quase três décadas.

Mais do que recordar o passado, a homenagem reafirma que o legado da Profª Catalina segue vivo na memória de seus alunos, amigos e familiares.

Redação Guia Medianeira.

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