Rio Grande do Sul começa semana com alerta de cheias de rios, riscos de deslizamentos e frio

Porto Alegre pode registrar nova cheia histórica no Guaíba, que tem risco de atingir os 5,5 metros após as chuvas do fim de semana. Previsão do tempo indica que a chuva deve começar a diminuir durante o dia nesta segunda (13).

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Publicada 13 de Maio, 2024 às 08:10

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Rua desmoronou em Gramado após chuvas - Foto: RBS TV/Reprodução

O Rio Grande do Sul inicia esta semana em alerta com o volume de chuvas, crescimento elevado do nível dos rios, risco de deslizamentos e queda nas temperaturas.

A partir desta segunda (13), Porto Alegre pode registrar uma nova cheia histórica, com a possibilidade do lago Guaíba atingir 5,5 metros nas próximas 48 horas, ultrapassando o pico de 5,3 metros do último dia 5.

A previsão do tempo indica que a chuva deve continuar na madrugada e começa a diminuir durante o dia nesta segunda.

A trégua deve ir até quarta (15), mas o problema passa a ser o frio. Há chance de geada no extremo sul do estado, porque uma forte massa de ar frio ingressa no estado também nesta segunda.

O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres (Cemaden) emitiu neste domingo (12) novo alerta de riscos hidrológicos e geológicos muito altos no estado. O rio Taquari ultrapassou os 26 metros no domingo à noite em Lajeado, e o Caí, que já está em cota de inundação, apresentará elevação significativa, gerando inundações severas, conforme a Defesa Civil do estado.

Neste domingo, o governador Eduardo Leite (PSDB) gravou um vídeo nas redes sociais e manifestou preocupação com a iminência de novas enchentes e deslizamentos na Região da Serra e dos Vales.

"Não é hora de voltar para casa, de estar em área de risco. As áreas de encostas de morro precisam ser evitadas porque o solo está encharcado. Os riscos de deslizamentos são reais", alerta Leite.

Uma rua em Gramado, na Região da Serra, desmoronou no final de semana após a chuva que atingiu a cidade. Moradores precisaram sair de casa por causa do risco à segurança deles.

De acordo com a prefeitura da cidade, o que fez com que o asfalto cedesse na Rua Henrique Bertoluci, no bairro Piratini, foi uma infiltração consequência da chuva. O Rio Grande do Sul enfrenta temporais há mais de 10 dias. Só em Gramado, sete pessoas morreram vítimas de deslizamentos de terra.

Em Porto Alegre, o Instituto de Pesquisas Hidráulicas (IPH) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) aponta para uma cheia duradoura do Guaíba, e repique com nova elevação que pode chegar até 5,5 metros.

O lago apresentou leve alta no domingo com oscilações entre 4,62 m e 4,65 m, após descer lentamente durante a última semana.

A região Sul do estado também está em alerta. O Canal São Gonçalo, em Pelotas, bateu a marca de 2,88 metros, o mesmo nível da enchente de 1941, na noite de domingo. O governador Eduardo Leite alertou para a invasão das águas nas cidades de São Lourenço do Sul, Pelotas, São José do Norte e Rio Grande.

Com nove mortes confirmadas no domingo (12), o RS chegou a 145 vítimas por conta dos temporais e cheias que atingem o estado desde o final de abril. O último boletim da Defesa Civil ainda contabiliza 132 desaparecidos e 806 feridos.

Com a chuva no estado, o número de pessoas fora de suas casas aumentou de cerca de 441 mil, registrado no sábado (11), para mais de 618 mil. Mais de 81 mil estão em abrigos e 538 mil estão desalojados (em casa de amigos e parentes).

  • Municípios afetados: 447
  • Pessoas em abrigos: 81.200
  • Desalojados: 538.743
  • Afetados: 2.115.703
  • Feridos: 806
  • Desaparecidos: 132
  • Óbitos confirmados: 145
  • Pessoas resgatadas: 76.399
  • Animais resgatados: 10.555

Porto Alegre teve o início de maio mais chuvoso em 63 anos, segundo dados da Climatempo Meteorologia. Já caíram mais de 306 mm desde o dia 1º, o triplo do esperado.

Fonte: G1

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