Há ganhos na operação recorrente do palato?

Saiba mais sobre as fendas orais, conhecidas como fissuras labiopalatinas, e descubra se há ganhos na operação recorrente do palato.

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Publicada 09 de Abril, 2024 às 15:00

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As fissuras labiopalatinas são anomalias craniofaciais mais comuns, atingindo cerca de um a cada 650 bebês nascidos vivos. Conhecidas como fendas palatinas, caracterizadas por uma ou mais aberturas, as fissuras podem afetar tanto o palato quanto o lábio, ou, em alguns casos, ambos.

Descobertas durante a gestação ou o nascimento, as fendas interferem na alimentação e no desenvolvimento da fala da criança e, por isso, requerem atenção, cuidado e tratamento. De acordo com alguns estudos, estima-se que os casos de fissura lábio palatina têm prevalência de 55% a 65% dos casos, enquanto a fissura isolada no palato, de 12% a 18%.

O palato é conhecido como céu da boca e passa despercebido por boa parte das pessoas. Por essa razão, é importante conhecer essa anomalia de face.

Fenda palatina: conheça a fissura no palato

A fissura palatina é uma anomalia craniofacial congênita que ocorre durante o desenvolvimento do embrião. Trata-se de uma abertura vertical no céu da boca, que pode afetar o palato mole, que fica próximo à garganta, e o palato duro, que fica próximo aos dentes. Juntos, eles auxiliam na deglutição e na reprodução de sons da fala.

As principais causas de surgimento dessas anomalias craniofaciais são ambiental e genética. O uso de medicamentos, tabaco ou álcool durante a gravidez pode aumentar o risco.

As fendas são divididas em duas categorias: sindrômicas, presentes em pacientes que possuem síndromes congênitas ou com múltiplas anomalias; e não-sindrômicas (isoladas), presentes em pacientes sem anomalias associadas ou atrasos de desenvolvimento.

Tratamento

Com o diagnóstico precoce, a equipe médica, que deve ser multidisciplinar, encaminha o paciente para a cirurgia. No entanto, a depender de alguns fatores, o tratamento pode variar.

É comum que as cirurgias de correção no lábio e no palato mole aconteçam ainda nos primeiros meses de vida do bebê, enquanto a correção do palato duro é adiada para uma idade mais avançada.

Mesmo com o sucesso da cirurgia, os pacientes continuam submetidos a um acompanhamento constante com outros profissionais da medicina, como fonoaudiólogos, psicólogos, ortodontistas e cirurgiões.

O objetivo do tratamento das fendas orais é assegurar uma boa alimentação, a fala, o crescimento maxilofacial e evitar que os alimentos passem pela cavidade nasal.

Ganhos na operação recorrente do palato

Normalmente, a cirurgia precoce permite reposicionar a musculatura do paciente, o que é muito importante para o desenvolvimento da fala.

Mais tarde, o cirurgião junto com a equipe médica decidirá qual é o tratamento ideal dadas as necessidades do paciente. Portanto, mesmo que ocorra intercorrência na correção do palato e a criança tenha sucesso em seu procedimento cirúrgico, ela terá que ter acompanhamento com fonoaudiólogos, psicólogos e pediatras.

Durante toda a recuperação, o apoio da família é muito importante para fortalecer o emocional do paciente.

Em alguns casos, seja por falha na cicatrização ou mesmo durante o procedimento cirúrgico, uma nova fenda pode ocorrer no local, chamada de fístula, mas é preciso dizer que nem em todas as situações um novo procedimento é recomendado. Isso porque em alguns casos a fístula pode vir a fechar sozinha. A avaliação do cirurgião é imprescindível para avaliar os ganhos de uma nova cirurgia.

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