Ato põe 1,8 mil cruzes na Esplanada dos Ministérios, para pedir auxílio a Santas Casas e hospitais filantrópicos

Protesto ocorreu nesta quarta-feira (18); instituições dizem que maioria das operações são remuneradas pelo SUS, mas alegam que valores não cobrem gastos

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Publicada 18 de Maio, 2022 às 17:14

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A Confederação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos do Brasil (CMB) fez uma manifestação, na manhã desta quarta-feira (18), em Brasília. A entidade colocou 1,8 mil cruzes no gramado central da Esplanada dos Ministérios, para chamar atenção sobre as dificuldades financeiras vividas pelas instituições.

A CMB afirma que as santas casas e os hospitais filantrópicos estão passando por um "colapso financeiro" nos últimos anos. Segundo a entidade, Segundo a CMB, 60% das operações desses hospitais são remuneradas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

No entanto, alegam que os valores repassados pelo governo não são suficientes para cobrir os gastos. Em nota, o Ministério da Saúde informou que "repassa mensalmente para as secretarias estaduais e municipais de saúde, recursos financeiros destinados ao custeio de serviços hospitalares de média e alta complexidade, incluindo os ofertados pelo setor filantrópico".

"Em 2021, foram repassados aos fundos estaduais e municipais mais de R$ 67,7 bilhões para o custeio dos serviços em todo o país. Em 2022, entre janeiro e abril, já foram repassados R$ R$ 18,6 bilhões para o custeio desses serviços", diz nota do Ministério da Saúde.

Segundo a CMB, que representa 1.824 hospitais, desde o início do Plano Real, a tabela e os incentivos pagos às entidades foram reajustados em 93,77%. No mesmo período, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) subiu 636,07%; o salário mínimo, 1.597,79%; e o gás de cozinha, 2.415,94%.

O diretor-geral da confederação, Mário César Homsi Bernardes, diz que há um "descompasso" na remuneração da prestação de serviços ao SUS. Segundo o gestor, a medida gera um desequilíbrio econômico e financeiro de R$ 10,9 bilhões ao ano, e leva os hospitais filantrópicos a endividamento.

"Isso vem provocando o sucateamento das estruturas físicas e tecnológicas, e riscos na assistência ao paciente. Sem contar com a falta de recursos para cobrir os custos da mão-de-obra hospitalar e de materiais e medicamentos, em especial neste momento durante e pós-pandemia", afirma.

De acordo com o Ministério da Saúde, a gestão e financiamento do SUS, conforme determina a Constituição Federal, é tripartite, ou seja, compartilhada entre União, estados e municípios. "O governo federal elabora políticas públicas e financia os serviços. Cabe aos estados e municípios gerenciar o sistema na ponta conforme as características, necessidades e demandas de cada região", diz nota.

Fonte: G1

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