Cacau, dólar e embalagem: entenda por que o ovo de Páscoa está tão caro

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Publicada 28 de Março, 2022 às 09:55

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A ida ao supermercado tem se tornando um verdadeiro filme de terror para o brasileiro. Os alimentos, juntos dos combustíveis, são os itens que mais têm pesado no bolso nos últimos meses. Em fevereiro, o IPCA, o índice que mede a inflação oficial do país, chegou a seu maior nível desde 2015.

No entanto, essa época do ano, tem chamado a atenção um item em especial: os tradicionais ovos de Páscoa.

Essa lembrança, muito tradicional por aqui, já não tem despertado afeto na hora da fila do caixa. Ovos 'populares' não saem por menos de R$ 30. Se quiser presentear uma criança com aqueles produtos acompanhados de brinquedinhos, pode ir preparando o bolso. O ovo de Páscoa de 100 gramas da marca Kinder Ovo, da Ferrero, pode ser encontrado de R$ 53 a R$ 80 a unidade.

  • Preço do ovo de Páscoa subiu até 40% em relação ao ano passado
  • O mesmo ovo pode ter preço variando em 180%
  • Indústria culpa cacau, dólar e embalagem pelo aumento

Agora, está pensando naquele chocolate um pouco mais premium para uma pessoa especial? Os preços começam a partir de R$ 100.

Mas afinal, por que os ovos de chocolate estão tão caros na Páscoa de 2022?

"O preço do chocolate, em geral, é impactado por diferentes fatores. O cacau, o açúcar e o leite, por exemplo, assim como a variação do dólar, contratações, distribuição e impostos, também influenciam na formação do preço. No caso dos ovos de Páscoa, há de se considerar um processo de produção de alta complexidade, custos de embalagem, armazenagem e logística", informou a Associação Brasileira da Indústria de Chocolate, Amendoim e Balas (Abicab).

A Abicab explica que o valor agregado do ovo inclui o processo de embalagem - manual e que utiliza materiais mais sofisticados que uma linha de chocolates comuns; e que, por causa da fragilidade do produto, é preciso ter processos especiais de logística e armazenamento. Além disso, dentro do valor agregado, segundo a Abicab, está também fato que para atender a demanda da Páscoa, muitas indústrias recrutam profissionais temporários e que estes permanecem na companhia por até seis meses, podendo até ser contratados.

No campo dos empregos, a indústria de chocolates calcula que foram criados 8,5 mil postos de trabalho temporários no Brasil, sendo contratações diretas e indiretas.

Preços nada doces nos mercados

Com o preço dos ovos de Páscoa subindo até 40% em relação ao ano passado, segundo a Associação Paulista de Mercados, os estabelecimentos têm diminuído a exposição desses produtos. As tradicionais parreiras fartas de ovos parecem coisa do passado. Algumas redes diminuíram em até 30% esses espaços em relação ao período pré-pandemia.

O preço do médio dos chocolates (incluindo aí barras e bombons) deve saltar 12% este ano, segundo cálculos da Associação Brasileira de Supermercados (Abras).

A expectativa da Abras é de um aumento de 5% em volume nas vendas de ovos - para 9,5 mil toneladas -, ainda abaixo das 10 mil toneladas vendidas em 2019.

A Abicab não fala sobre expectativa de vendas, mas se mantém otimista. "A Páscoa de 2021 foram produzidas cerca de 9 mil toneladas de ovos e produtos de Páscoa, enquanto 2020 apresentou um volume de produção em torno de 8,5 mil toneladas, uma pequena recuperação de 6%".

Para a Confederação Nacional do Comércio, as vendas da Páscoa devem movimentar R$ 2,16 bilhões. uma alta aproximada de 1,9% em relação a 2021 (R$ 2,12 bilhões), já descontada inflação. O montante previsto, porém, ainda é 5,7% menor do que o registrado no pré-pandemia.

A entidade aponta que inflação elevada impede um avanço mais robusto. Segundo a CNC, uma cesta com oito itens típicos da Páscoa, teve alta de 7% nos preços em relação a 2021. É a maior variação desde 2016.

O que também assusta o consumidor é a variação de preço do mesmo ovo de Páscoa. Levantamento feito pela CNC, a pedido do Estadão, mostra que esse número pode chegar a 181%, caso do ovo Prestígio de 270 gramas da Nestlé, encontrado por R$ 39,50, mas também R$ 110,99.

Bombons e barras viram alternativas

Em conversa com o Estadão, o presidente da marca de chocolates Dengo, conhecida por ser do segmento do premium, Estevan Sartoreli, disse que esse movimento de substituir ovos por barros e bombons não é de hoje. "Temos visto cada vez menos interesse pelos ovos. As pessoas estão mais preocupadas com a qualidade de chocolate", diz o executivo. Barras e bombons também pesam menos na conta final pois o valor agregado (mão de obra, embalagem etc) é menor que o dos ovos.

Fonte: yahoo!finanças

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