Usar anti-inflamatórios continuadamente faz mal para a saúde?

Segundo o governo francês, o uso de anti-inflamatórios e outros do gênero poderia agravar a infecção por COVID-19

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Publicada 07 de Junho, 2021 às 11:45

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Utilizados como medicamentos analgésicos para o tratamento de inflamações e alívio de dores, os remédios a base de ibuprofeno e diclofenaco podem oferecer certos riscos aos pacientes quando tomados em grandes doses. Vendidos no Brasil com o nome comercial de Voltaren e Cataflam, os anti-inflamatórios passaram por uma série de estudos nas últimas duas décadas.

Em 2006, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) chegou a considerar a suspensão da comercialização de ambos os remédios por indícios de que eles poderiam ser responsáveis por aumentar o risco de doenças cardíacas. Embora sejam considerados seguros, esse tipo de medicamento só deve ser usado sob prescrição médica.

RISCOS NA PANDEMIA 

No início de 2020, uma publicação do ministro da Saúde da França, Olivier Véran, no Twitter chamou atenção para os possíveis riscos do uso de anti-inflamatórios em pacientes infectados pelo vírus Sars-CoV-2 ? causador da pandemia de covid-19. Segundo o representante do governo francês, o uso de remédios a base de ibuprofeno, cortisona e entre outros do gênero poderia agravar a infecção.

Como base de argumentação, o ministro levou em consideração um estudo publicado pelo The Lancet em março daquele ano. O documento, que já analisava como diabéticos e hipertensos possuíam maiores riscos de contrair casos severos de covid-19, apontou que o Ibuprofeno é responsável por aumentar a presença da molécula ECA2 nas células.

Por outro lado, o novo coronavírus se aproveita dessa enzima, que está presente pulmão, no intestino, nos rins e em vasos sanguíneos, para se alojar no organismo e dar início ao processo de multiplicação da infecção. Dessa forma, indivíduos que dependem desse tipo de medicamento para tratar suas condições se tornariam mais suscetíveis ao vírus.

USO CONTINUADO

Além da possível ligação com os casos de covid-19, o ibuprofeno e o diclofenaco são estudados pela comunidade científica em busca de respostas para entender os possíveis efeitos colaterais causados por esses tratamentos. Um dos exemplos disso foi o estudo feito pela Universidade de Oxford em 2013.

Na época, a universidade britânica analisou o prontuário de 353 mil pacientes para avaliar o impacto dos anti-inflamatórios e constatou que receitas médicas com altas doses diárias ? a partir de 150 mg de diclofenaco ou 2.400 mg de ibuprofeno ? aumentava consideravelmente a probabilidade de um paciente sofrer um ataque cardíaco, ter falência do órgão ou até mesmo falecer.

Por fim, sabe-se que o uso em excesso de anti-inflamatórios de maneira contínua também pode causar sintomas como gastrite, esofagite, lesões nos rins e aumentar o risco de câncer no colo retal. 

 

 

Fonte: Mega Curioso

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