Estudo mostra em quais lugares o contágio da Covid-19 pode ser maior; confira

Entre lugares de alto risco analisados pelo estudo, estão hospitais e o transporte público

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Publicada 29 de Junho, 2020 às 10:04

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Um estudo feito pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) tornou mais fácil identificar lugares onde, segundo pesquisadores, a chance de contágio pela Covid-19 é maior. Os resultados parecem comprovar o que já é protocolo sanitário em todo o Brasil: a residência é o lugar mais seguro para as pessoas nesse momento.

A equipe de virologistas responsáveis pelo levantamento coletou amostras de lugares públicos de alta circulação na cidade de Belo Horizonte. Entre lugares de alto risco, estão hospitais e o transporte público.

O método utilizado foi parecido com os testes realizados para detectar a presença do vírus no organismo: o swab, que é um tipo de cotonete alongado que, quando friccionado contra superfícies, coleta o material em repouso. Das 101 amostra colhidas, 17 continham traços do novo coronavírus.

Veja abaixo alguns lugares que o swab foi usado para analisar a chance de contágio pela Covid-19:

 
- pontos de ônibus;
- corrimãos;
- entradas de hospitais;
- bancos de praças;
- entre outros;

"Para se avaliar o risco de um determinado local, levamos em consideração três elementos: o número de pessoas que podem portar a infecção, o nível de aglomeração esperado nos ambientes e a chance de haver pessoas com a infecção no local", explicou o infectologista e professor de medicina da UFMG, Matheus Westin.

O médico lembra, ainda, que objetos também podem ter partículas infecciosas inertes. Frutas, verduras, caixas e outros itens que ficam expostos podem carregar o vetor de infecção.

O estudo classificou as áreas de risco de contaminação pela Covid-19 de acordo com os três pilares sanitários identificados pelos médicos.

O estudo mostrou também que profissionais que trabalham na linha de frente de combate ao novo coronavírus estão muito mais suscetíveis ao contágio, já que a proximidade com infectados é inevitável.

"Todas as formas de assistência direta envolvem proximidade. Desde os cuidados primários, como administrar medicação ou conversar com o paciente, aos procedimentos invasivos, como ajustar o ventilador mecânico, aspirar as vias aéreas ou entubar o paciente, tudo isso cria um grande risco de transmissão", argumenta Westin.

Segundo o médico e professor, o investimento em equipamentos de proteção individual (EPIs) de qualidade é crucial, e pode definir se o profissional médico será contaminado ou não ao tratar pacientes.

"Boa parte desse equipamento é de uso único. A troca deve ser periódica. Mas não dá pra esquecer que o profissional de saúde, ao chegar em casa, deve lavar bem com água e sabão as vestimentas hospitalares para remover traços de contaminação das roupas", informou.

Fonte: Paraná Portal

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