Estrada do Colono: Comissão dá parecer contrário e Paraná inicia nova cruzada

A decisão do relatório é contrária ao andamento do projeto por considerar que a estrada é nociva ao meio ambiente, podendo afetar a biodiversidade e inclusive fatores econômicos do Parque Nacional do Iguaçu

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Publicada 21 de Janeiro, 2020 às 08:16

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A proposta de lei que pode reabrir a Estrada do Colono recebeu o primeiro parecer contrário dado pela Comissão de Meio Ambiente do Senado, uma das mais relevantes para o tema. A proposta visa à criação de uma estrada-parque no percurso original, que corta o Parque Nacional do Iguaçu e liga Serranópolis do Iguaçu (oeste) a Capanema (sudoeste).

Para tentar reverter essa situação e obter apoio político para que a discussão avance, a Amop (Associação dos Municípios do Oeste do Paraná) e a Amsop (Associação dos Municípios do Sudoeste do Paraná) se uniram e criaram uma comissão de prefeitos: o grupo iniciará uma batalha para interceder e sensibilizar o Senado. "Consideramos o fechamento uma injustiça. Discordamos das acusações de que não somos preocupados com o meio ambiente, pelo contrário, somos os que mais nos preocupamos e estamos interessados em preservar o Parque Nacional do Iguaçu: sabemos da importância dele para o desenvolvimento da nossa região. Queremos uma estrada-parque modelo para o mundo, para que os turistas das três fronteiras possam conhecer a nossa fauna e flora. O direito de ir e vir dos moradores foi cortado na raiz e isso não vamos aceitar", disse o presidente da Amop, Junior Weiller, que passa a integrar a comissão ao lado dos prefeitos Ivo Roberti (Serranópolis do Iguaçu), Rineu Menoncin (Matelândia), Anderson Bento Maria (Maripá) e Heraldo Trento (Guaíra).

O desarquivamento do projeto parado desde 2018 foi requerido pelo senador Alvaro Dias. O texto foi aprovado pela Comissão de Infraestrutura e estava até então parado na Comissão de Meio Ambiente, presidida por Fabiano Contarato. A decisão do relatório é contrária ao andamento do projeto por considerar que a estrada é nociva ao meio ambiente, podendo afetar a biodiversidade e inclusive fatores econômicos do Parque Nacional do Iguaçu.

"Agora estamos com 100 cidades engajadas na região. Temos que respeitar quem é contrário à Estrada do Colono, mas também precisamos ser ouvidos e fazer pressão política", argumenta o coordenador da Frente Parlamentar em Favor da Reabertura da Estrada do Colono, deputado estadual Nelson Luersen.

Com a interdição da Estrada do Colono, o percurso entre oeste e sudoeste do Paraná ficou 170 quilômetros mais longo e as cidades ao redor perderam habitantes e investimentos.

Voto separado

Para driblar a decisão da Comissão de Meio Ambiente, o senador Alvaro Dias pretende apresentar voto separado, pedindo vista ao relatório de Contarato. A articulação para que os senadores apoiem os paranaenses será por meio de comitivas que vão a Brasília para que todas as legendas partidárias tenham consciência da importância do trecho à região. "Após passar pela Comissão de Meio Ambiente, a proposta vai para a Comissão de Turismo, que tem total interesse no projeto. O governo do Estado fez investimentos no aeroporto de Foz do Iguaçu e há recurso para o desenvolvimento do setor. Precisamos englobar a região nesse pacote, com a área da Argentina e do Paraguai com acessos pelo oeste e pelo sudoeste, aproveitando potenciais como o Rio Paraná, o Parque Nacional, turismo rural e ecológico", afirma Luersen.

Segundo ele, o impacto será mínimo: 17 hectares afetados com a reabertura em 183 mil hectares - 0,010% do Parque. "Os prefeitos compensarão esse impacto com políticos no entorno, com preservação nesse cinturão, com reservas".

Categorias em defesa

O grupo buscará agora apoio da Caciopar (Coordenadoria das Associações Comerciais e Empresariais do Oeste do Paraná) e das cooperativas para mobilizar a categoria política. Do governo estadual há o comprometimento de pavimentação do trecho de 17 quilômetros assim que houver a sanção do presidente Jair Bolsonaro, que também se manifestou favorável à reabertura da estrada-parque.

O deputado estadual Nelson Luersen tem como sugestão que o trecho seja administrado por defensores da ecologia, dando total garantia de que o meio ambiente não será prejudicado. Sugeri ao governador uma estrada com pedra irregular, já que a velocidade será de 50 km/h: custo baixo e bem vigiada".

Os prefeitos de todas as cidades estão prontos para iniciar uma verdadeira batalha a favor da liberação: "Não é uma questão de exploração da estrada, mas uma necessidade de integração, com respeito ao meio ambiente", disse o prefeito Leonaldo Paranhos, que aposta na maturidade e responsabilidade em garantir a preservação ambiental, como ocorre em países da Europa e usam estradas para incentivar o turismo.

Fonte: O Paraná

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