Onze anos depois, teste de DNA elucida assassinato da menina de 9 anos em Curitiba

Após mutirão de coleta de DNA de presos em São Paulo foi possível identificar o criminoso responsável pela morte da menina, cujo corpo foi encontrado dentro de uma mala

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Publicada 20 de Setembro, 2019 às 09:08

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Onze anos depois, a secretaria de Estado de Segurança Pública anunciou nesta quinta (19) a identificação do assassino da menina Raquel Genofre. O corpo da menina, então com nove anos, foi encontrado dentro de uma mala, na Rodoferroviária de Curitiba em 5 de novembro de 2008 e teve grande repercussão nacional. O suspeito é Carlos Eduardo dos Santos, hoje com 54 anos. Ele está preso na Penitenciária II de Sorocaba, em São Paulo,  desde 2016 e tem uma ficha policial extensa. Foi condenado a 22 anos de prisão por estelionato, estupro, roubo e falsificação de documento. Os crimes ocorreram em São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A elucidação do crime foi possível graças a comparação do DNA encontrado no corpo de Raquel com o do assassino no Banco Nacional de Perfil Genético, mantido pelo Ministério da Justiça. A integração da base de dados entre Paraná, São Paulo e Brasília permitiu a identificação. A identificação ocorreu depois de um match genético de 23 características entre 23 possíveis, garantindo 100% de certeza de que o homem é o autor do crime. 

"Elucidamos esse crime emblemático hediondo que chamou a atenção do Brasil todo. Esse homem tem uma ficha gigantesca de crimes cometidos em São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande dos Sul. Tem passagens por estelionato, roubo, estupro", explicou o delegado-geral-adjunto da Polícia Civil, Riad Farhat, em entrevista coletiva. A polícia ainda não sabe as circunstâncias do crime, por isso, segundo o secretário de Estado de Segurança, coronel Rômulo Marinho Soares, a polícia vai pedir a remoção do suspeito para Curitiba para que seja feita a reconstituição do crime: "Começamos a partir da agora várias etapas para encaminhar o inquérito, que será coordenador pela secretaria em conjunto com a delegacia de homicídios. A Polícia Civil vai peticionar ainda nesta quinta(19) um pedido na Vara de Execuções Penais que executa as sentenças de Carlos Eduardo dos Santos para que ele seja transferido para o Paraná e depois ouvido pelo delegado responsável pela Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Marcos Fernando da Silva Fontes", afirmou.

O que se sabe é que na época do crime, ele morava na Rua Alferes Poli, no Centro da cidade, em um raio de 750 metros de distância do Instituto de Educação, onde a menina estudava e trabalhava como porteiro em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. O delegado disse ainda que o suspeito pela morte de Raquel cometeu seu primeiro crime de abuso sexual aos 20 anos. 

Governo quadruplica banco nacional de perfis genéticos

O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) informou na quinta-feira (19) ter investido um total de R$ 9 milhões para a aquisição de kits de coletas de amostras biológicas, reagentes, picotadores semiautomáticos e analisadores genéticos, destinados ao Banco Nacional de Perfis Genéticos (BNPG). Atualmente, o BNPG conta com 30 mil perfis de condenados cadastrados, um número quase quatro vezes maior do que os 8 mil perfis que estavam cadastrados em janeiro deste ano.

Segundo a pasta, o material comprado pelo governo federal foi distribuído aos estados para a realização de um mutirão de coleta de DNA de presos, como parte das metas de cadastro do perfil genético de cerca de 65 mil condenados que o minitério pretende alcançar até o fim do ano.

A ampliação do banco de dados genéticos garante mais eficiência e velocidade na elucidação de crimes violentos. Nesta quinta-feira, por exemplo, a Secretaria de Segurança Pública de Goiás anunciou a prisão de um criminoso considerado o maior estuprador em série do estado. A descoberta só teria sido possível a partir dos dados contidos no Banco de Perfis Genéticos. Mais de 40 estupros são atribuídos a ele e 22 já foram confirmados por teste de DNA.  

De acordo com o último relatório da Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos (RIBPG), publicado em junho, estavam cadastrados no banco nacional mais de 9 mil vestígios oriundos de locais de crimes. A coincidência entre perfis genéticos de diferentes locais de crimes ou com condenados permitiu, segundo o Ministério da Justiça, que 825 investigações criminais fossem auxiliadas até maio de 2019, incluindo crimes contra a vida, crimes sexuais e crime organizado.

A Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos foi criada com objetivo de manter, compartilhar e comparar perfis genéticos para ajudar na apuração criminal e no processo de investigação. Atualmente, 18 laboratórios estaduais, o laboratório distrital e o laboratório da Polícia Federal geram perfis genéticos que são enviados rotineiramente para o Banco Nacional, em Brasília.

O caso

O corpo da menina Raquel foi encontrado seminu e com vestígios de violência sexual às 2h30 da madrigada dentro de uma mala por um indígena que circulava na Rodoferroviária. Ninguém sabe como a mala chegou ao local, porque as câmeras de segurança instaladas no ponto não estavam funcionando. Para a polícia, a menina foi  raptada enquanto seguia pelo trajeto que liga o colégio no qual estudava ao ponto de ônibus.

Tecnologia

Segundo Riad Farhat, o software do Banco Nacional de Perfis Genéticos é atualizado semanalmente com material colhido de presos que cometeram crimes hediondos, inclusive no Paraná - onde mais de 5 mil já foram coletados. A identificação ocorreu depois de um match genético de 23 características entre 23 possíveis, garantindo 100% de certeza de que o homem é o autor do crime.

"O Instituto de Criminalística da Polícia Civil de São Paulo, através da coleta dos dados genéticos desse acusado, jogou no sotfware nacional e acusou positivo para o caso da Rachel. O Instituto avisou a nossa Polícia Científica, que informou a Divisão de Homicídios. Para a Polícia o caso está resolvido, não importando o que ele vai falar", afirmou.

Fonte: bemparana.com.br / agenciabrasil.ebc.com.br

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