Pescador indonésio sobrevive 49 dias em balsa de madeira à deriva

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Publicada 25 de Setembro, 2018 às 10:39

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O jovem indonésio Aldi Novel Adilang, de 19 anos, estava desaparecido desde meados de julho, quando a pequena balsa de pesca onde estava se desprendeu das âncoras e ficou à deriva, a quilômetros da costa. Após 49 dias isolado no mar, ele foi resgatado nas águas de Guam, a mais de 3 mil quilômetros de distância, e levado para o Japão, onde chegou em 6 de setembro. Dois dias depois, embarcou num avião de volta para a ilha de Celebes, onde vive.

De acordo com a imprensa local, Aldi trabalhava num "rompong", uma armadilha de peixes flutuante sem remos, velas ou motores, que fica ancorada distante da costa. Trata-se de uma pequena balsa, com um abrigo para o pescador se manter por dias em alto-mar. A técnica tradicional se aproveita de um comportamento de grandes peixes, como atuns e marlins, que se aproximam de estruturas flutuantes e acabam se prendendo na armadilha.

O "rompong" de Aldi ficava a cerca de 125 quilômetros da ilha de Celebes. Ele foi contratado por seis meses para ligar um gerador e acender luzes durante a noite para atrair os peixes. Semanalmente, ele recebia um barco com comida, água, gás para cozinhar e combustível para o gerador, que levava o pescado de volta à costa. Mas uma ventania no dia 14 de julho rompeu as cordas que prendiam a balsa e o jovem ficou à deriva, com suprimentos suficientes para apenas alguns dias.

"Ele disse que estava assustado e chorava constantemente", contou Fajar Firdaus, um diplomata indonésio em Osaka, no Japão, ao "Jakarta Post". "Todas as vezes que ele via um navio, ele ficava esperançoso, mas mais de dez navios passaram por ele e nenhum parou".

Depois que o gás acabou, o jovem começou a usar pedaços de madeira da própria balsa para assar os peixes. Para se hidratar, chupava roupas encharcadas com a água do mar.

No dia 31 de agosto, o cargueiro panamenho Arpeggio passou perto da balsa. Aldi acenou, mas não foi visto, então usou o rádio para tentar contato. Funcionou.

"Felizmente, o capitão recebeu o sinal e percebeu que havia alguém pedindo ajuda. Então, retornou", contou Mirza Nurhidayat, cônsul-geral da Indonésia em Osaka. "Mas as ondas estavam fortes naquele dia, então o Arpeggio teve dificuldades de se aproximar. Após circundar Aldi quatro vezes, o navio jogou uma escada de corda para ajudá-lo, mas ela não alcançou o "rompong". Aldi então decidiu pular no mar para alcançar a escada. Após semanas no mar, ele estava fraco, mas a tripulação conseguiu agarrá-lo pelas mãos".

O capitão contatou a Guarda Costeira de Guam, porque o cargueiro navegava em direção ao Japão, e recebeu a instrução de levar Aldi a bordo até o porto de Tokuyama. No navio, ele recebeu comida e roupas limpas, e até recebeu um corte de cabelo. O Arpeggio ancorou no dia 6 de setembro, mas Aldi precisou passar por um dia de quarentena por questões de saúde. No dia 8, ele voou de Tóquio para Jacarta, e chegou no dia 9 em Manado, onde vive com a família.

Fonte: gazetaonline.com.br

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