A Importância da Fisioterapia Respiratória Aplicada a Pacientes de Cirurgia Bariátrica

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Publicada 13 de Março, 2018 às 17:20

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No Brasil, nos últimos 30 anos, ocorreu um aumento da população de obesos na ordem de 90%. O obeso, via de regra, tem sua função respiratória alterada em função da compressão mecânica que acomete o diafragma, pulmões e caixa torácica o que resulta na redução do volume de reserva expiratória, bem como, na capacidade residual funcional pulmonar. A complacência total respiratória e o aumento da resistência pulmonar também são complicação advindas do aumento de tecido adiposo. Todos esses fatores levam a uma sobrecarga inspiratória, aumentando o trabalho respiratório, o consumo de oxigênio e o custo energético da respiração.

Mas então o que vem a ser obesidade? Pode ser entendida como o aumento de tecido adiposo, o que normalmente está atrelada a agravos a saúde.  E para que serve a cirurgia bariátrica ou gastroplastia? É uma cirurgia recomendada para pacientes com índice de massa corporal (IMC) superior a 40 é conhecida também como cirurgia da obesidade e cirurgia de redução do estômago. E o que seria IMC? Um índice que expressa a relação entre o peso do indivíduo e o quadrado da altura do mesmo, o que pode ajudar a identificar obesidade ou desnutrição em crianças, adolescentes, adultos e idosos.

Desta forma a atuação do fisioterapeuta em casos de obesidade se dá antes de qualquer intervenção cirúrgica, ocorre no momento das limitações cardiorrespiratória, do paciente, estendendo-se até o pós-operatório.

A fisioterapia respiratória tem como objetivo principal diminuir as chances de complicações no sistema cardiopulmonar, músculos esquelético e metabólico do indivíduo melhorando a reabilitação pós-cirúrgica.

Os tratamentos convencionalmente utilizados para o pré-operatório são: exercícios respiratórios, estimulação do diafragma, tosse assistida, incentivadores respiratórios como Respiron / EPAP / CPAP / BIPAP e exercícios físicos dinâmicos melhorando assim o estado geral do paciente.

A atuação pós-operatória ocorre através da associação da estimulação diafragmática transcultânea (EDET) com a fisioterapia respiratória convencional de modo a aliviar a disfunção diafragmática por meio de exercícios e manobras de recrutamento alveolar, pelas técnicas de incentivo, deambulação, bomba tibiotársica, cinesioterapia ativo assistido e resistido o que melhora a condição de imobilidade funcional do paciente em função do período de repouso no leito. 

A assistência deve ocorrer fundamentalmente pela interdisciplinaridade dos profissionais envolvidos, visto que, tais indivíduos necessitam de múltiplos acompanhamentos que ultrapassam, unicamente, as questões médico hospitalares.

 

Margarete Lindgren 

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