Alcoolismo: A doença que mata cada vez mais

8.844

Publicada 17 de Fevereiro, 2017 às 17:40

Compartilhar:
>> publicidade : ver novamente <<

A cada 100 mil mortes, 12,2 poderiam ser evitadas se não houvesse consumo de álcool, mostra uma pesquisa realizada pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). Por ano, o álcool aparece na causa de morte de 80 mil pessoas nas Américas. O Brasil tem a quinta maior taxa ? a mais alta é a de El Salvador, com 27,4/100 mil mortes, e a mais baixa é a da Colômbia, com 1,8.

Hoje, dia 18 de fevereiro é o Dia Nacional do Combate ao Alcoolismo. E uma das melhores formas de combate é falar do assunto, demonstrar que o dependente tem escolhas, disponibilizar dados que tem aumentado cada dia mais. 

De acordo com o Relatório Global sobre Álcool e Saúde da Organização Mundial da Saúde (OMS), 15% das mortes decorrentes de acidentes de trânsito no mundo foram atribuídas ao álcool em 2012. Ainda, conforme destacado na tabela 1, estima-se que 18% e 5,2% dos acidentes de trânsito entre homens e mulheres, respectivamente, no Brasil foram causados pelo uso de bebidas alcoólicas.

Tabela 1. Estimativas de mortes relacionadas a acidentes de trânsito e porcentagem 

das frações atribuídas ao álcool em acidentes de trânsito (2012)*

Alcoolismo é a dependência do indivíduo ao álcool, considerada doença pela Organização Mundial da Saúde. O uso constante, descontrolado e progressivo de bebidas alcoólicas pode comprometer seriamente o bom funcionamento do organismo, levando a conseqüências irreversíveis.

A pessoa dependente do álcool, além de prejudicar a sua própria vida, acaba afetando a sua família, amigos e colegas de trabalho.

Uma das maiores dificuldades de tratamento dos alcoólatras é a negação da condição entre os doentes. Em Medianeira, o Recanto Parque Iguaçu disponibiliza tratamento para pessoas que sejam dependentes de drogas licitas ou ilícitas, o que é o caso do álcool. 

(Padre Leandro)

O Presidente, atualmente, é o Padre Leandro, que realiza um trabalho de recuperação e auxilio aos dependentes e as famílias dos mesmos. 

Pe. Leandro cita algo muito comum em nosso cotidiano: ?Existe aquela questão do bebo socialmente, e atrás dessa desculpas acaba-se desenvolvendo um nível de alcoolismo. Todos alcoólatra tem muito dificuldade de reconhecer o problema, de aceitar sua condição. Ele é o tipo de dependente que mais tem resistência em aceitar seu diagnostico. 

Daniel Alves, empresário de Medianeira, é alcoólatra inativo há quase cinco anos, após superar o vício passou a ajudar dependentes que precisam de ajuda, ele também cita a negação como um fator preocupante e decisivo para o diagnostico do dependente de bebida alcoólica: ?Dizem que bebem pouco e que os filhos sabem que se deve beber pouco, mas precisamos lembrar que não somos iguais. O organismo de uma pessoa talvez não aceite o álcool, já de outra pessoa aceita?.

(Daniel Alves)

Isso também aponta outro grande fator causador da dependente, a hereditariedade. Muitos casos de alcoolismo acontecem por questões genéticas, ou ainda, por exemplos vistos dentro do ambiente familiar: “ Nas festas da família, em almoços, e até festa de crianças. Nossa cultura é de comemoração regadas a bebida de álcool para tudo?, explica o sacerdote. 

Exemplo disso é a história de Daniel: ?Eu comecei achar bebida alcoólica legal quando via meu cunhado se tornar uma pessoa melhor quando bebia, com 14 anos, eu acha ele o máximo e queria ser igual ele?. 

Para Daniel o maior incentivo é da família, que ensina as crianças a beber. 

E quando o jovem sai de casa para se socializar, encontra uma sociedade que banalizou o consumo de bebidas alcoólicas: ?Nós que trabalhamos com isso, estamos vendo uma mudança, e os números são cada vez mais alarmantes, a questão são os jovens alcoólatras. Antigamente, existia um padrão que pessoas mais velhas tinham problemas com álcool, e os mais jovens com drogas ilícitas, esse panorama vem mudando. Nenhum tipo de álcool traz benefícios para o corpo, e atualmente, o consumo de destilado tem se tornado maior a cada dia que passa, pelo publico jovem principalmente?, diz o Padre Leandro. 

Há diversos motivos para que alguém procure o álcool, o fato é que a bebida amortece, e todos os problemas se dissipam em meio a tudo isso. 

Quando o alcoolismo se torna um diagnostico?

Assim como as drogas ilícitas, o álcool corta o processo evolutivo do ser humano, transforma a personalidade, destrói laços e torna a pessoa manipuladora, principalmente as drogas que mudam o comportamento. 

Leandro tenta definir o que vai acontecendo na vida de um dependente: ?Os primeiros que sofrem são as família, quantos pais, quantos filhos, esposas, maridos, irmãos sofrem por conviverem e aguentar as consequências desse vicio. São jovens, homens, mulheres, senhores, senhoras, o vício do alcoolismo não escolhe sexo, nem cor, nem condição financeira. O alcoólatra passa a mentir, a tentar contornar a situação, e essa é uma das armas para se defender e continuar ingerindo bebida de álcool. Isso acarreta diversos problemas pessoais, profissionais?

Para Daniel, a linha que divide a alegria de sofrimento para o alcoólatra é invisível, não se tona. Ele também diz que a mídia é uma grande incentivadora: ?Diga para mim se existe algum comercial de bebida com algum carro batido, com alguém dando tiro em alguém? Não, têm mulheres bonitas, você é o conquistador se estiver tomando bebida de álcool e sabemos que a realidade não é essa?.

?Vou tomar uma vez para esquecer os problemas, duas vezes, três vezes, quando eu perceber que a bebida de álcool já esta fazendo mal, que eu quero parar, já me tornei dependente. Ela vicia sim, e torna-se uma doença crônica, sem cura?, conclui ele. 

E ainda explica como se detectar um alcoólatra: ?Sabe aquela pessoa que diz ?pra mim não faz mal?, ?quando eu quiser eu paro?, ?só estou tomando hoje?, ?só bebo no final de semana?, quando a pessoa começa a negar ela está doente. Agora quando a pessoa reconhece que está fazendo mal e não consegue parar, essa pessoa a gente consegue ajudar com mais facilidade?. 

TRATAMENTO

É preciso existir um cuidado desde o inicio, desde a formação do cidadão. Evitar que isso aconteça dentro dos lares, evitar um inicio para chegar a esse fim. 

O exagero de alguém viciado em álcool se torna visível para quem convive. Quando passou do limite é hora de parar, quem ama precisa cortar, cuidar, alertar. 

As opções para ajudar um alcoólatra são tratamento em comunidades terapêuticas, como o Recanto Parque Iguaçu. Também há grupos de apoios em Medianeira, no CAPS, o AA (Alcoólicos Anônimos), o Amor Exigente,  Narcóticos Anônimos, Pastoral da Sobriedade na Igreja Matriz, tem vários grupos de auto ajuda. Em Palotina, o C.A.R.T.A também disponibiliza atendimento. 

(Recanto Parque Iguaçu - Medianeira - Paraná)

?Mas um tratamento só funciona se entendermos a raiz do problema, entender qual é a causa da busca por algo que anestesie suas dores. O alcoólatra busca no álcool um refugiu, porque ele está fugindo? Onde está doendo? ?, exemplifica Daniel. 

Quando alguém corta o álcool ou algumas outras drogas, o nível de necessidade existe até um determinado ponto, caso essa pessoa retome a beber ou usar essas drogas, o seu consumo parte do nível ao qual parou. Ou seja, quando existem recaídas, é pior ainda, o vício volta mais forte ainda. 

PASSOS PARA A RECUPERAÇÃO

- Conversar com a pessoa e fazer com que ela perceba que precisa de ajuda

- Exemplos de alcoólatras inativos, de consequências do alcoolismo podem ajudar. Demonstrar as perca e sofrimento que o vicio causa nas pessoas que amam também. 

- Aceitar ajuda espiritual, independente de qualquer religião. Depois ajuda na medicina, que são os psicólogos, psiquiatras. E por último se necessário, determinação de internamento e medicamentos. 

- Quando a pessoa não aceita ajuda, é necessário uma maior abordagem. 

Padre Leandro deixa um recado: 

?Quem ama cuida, reprende, chama a atenção, cobra, quer algo melhor. Quem ama não aceita as atitudes de qualquer jeito, quem ama pede uma atitude diferenciada, quem ama de verdade ajuda a pessoa a buscar essa diferença. Quem ama cuida, fica atento, esteja perto. Para todos nós, precisamos ter cuidado com o que não nos faz bem, nos atraímos a maioria do que temos, sejam coisas boas ou ruins. Cuide de seus lares, cuide de quem você ama, não ofereça justamente aquilo que irá fazer mal. Muito cuidado com suas famílias, cuidado com aquilo que não irá somar, pelo contrário, só ira trazer dificuldades e coisas negativas para a família?. 

Daniel também:

?A bebida de álcool é a grande vilã das famílias. Ela esta a venda em todos os lugares, é incentivada pela mídia, e ele é legalizada. E para você que convive com alguém que é dependente de álcool, os passos a serem seguidos são esses: 

- Cuide desde quando são crianças. Bebida alcoólica destrói família, não incentive seu consumo.

- Participe dos grupos de autoajuda

- Incentive a pessoa a fazer o tratamento e demonstre a importância disso para que o bem estiver volte a ser presente

- Ame o dependente, cuide, mesmo sabendo que está em uma guerra quase perdida

- Como amar alguém que só faz a família sofrer? Lembrando que agora ele é uma pessoa doente, que precisa de ajuda e que algum dia foi uma pessoa melhor. Por mais que doa cuide, por mais que seja difícil ame

- Só se vence esse mal chamado alcoolismo com muito amor e atenção

- Procurem ajuda. Em igrejas, centros de apoio, se você é adolescente e está com problemas em casa, se vê seu pai beber e fazer coisas ruins, peça ajuda, na escola, com pessoas de fora. Procurem ajuda?. 

Alcoolismo é doença, alcoolismo mata, alcoolismo destrói família, e nós precisamos falar sobre isso. 

Combate, ajude, e transforme e salve vidas!!!

Redação Guia Medianeira. Com informações Gazeta do Povo/ Centro de Informação sobre Saúde e Álcool. 

** Envie notícias, fotos, vídeos e sugestões para o Guia Medianeira pelo WhatsApp CLICANDO AQUI.

Tudo Medianeira - Guia Empresarial

Lista telefônica empresarial

Dandara Confecções

(45) 3264-0606

(45) 99984-8030

Rua Paraná 2048

Muller Serviços Automotivos

(45) 3264-5749

(45) 99961-3000

Rua Amazonas

VEJA MAIS NOTÍCIAS | Medianeira