Curitibana vai passar férias no RN e descobre que foto sua ilustra carrinhos de crepes

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Publicada 06 de Janeiro, 2017 às 14:19

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Passeando na praia de Ponta Negra em Natal (RN), durante as férias na primeira semana de janeiro, a curitibana Francielly Azevedo foi surpreendida com uma foto sua em um carrinho de crepe.

A jovem de 24 anos é jornalista e trabalhava na emissora de TV da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) quando produziu uma reportagem sobre o comércio de crepe francês, em 2013. Na época, ela tirou uma foto e postou no Facebook.

Quatro anos depois, se deparou com a imagem estampada no carrinho no outro lado do país.

?Achei uma foto minha num carrinho de crepe em Natal. Eu me achei louca quando vi. Tinha tomado umas cervejinhas, até achei que fosse o álcool?, brinca  a jornalista.

Um detalhe que passou despercebido aos olhos do responsável pelo uso não-autorizado da foto foi o crachá no pescoço da jornalista.

?Crachá da Alep, inclusive. Giovanny, cinegrafista na época, fez a foto e postei no meu Facebook. E aí hoje, na boa, vi o carrinho?, conta.

Francielly conta que ficou surpresa com a coincidência de encontrar a imagem a mais de 3 mil quilômetros de casa.

?O louco é isso. Porque foto a gente sabe que o povo pega. Não é pra ser normal, mas pega. Mas a probabilidade de eu de Curitiba achar o carrinho em Natal?, questiona.

Agora, a jornalista ainda foi procurada por colegas em plenas férias. ?Minha amiga compartilhou no Facebook dela e um jornal aqui do Rio Grande do Norte quer fazer matéria sobre o alerta do que se põe nas redes sociais. Me acordaram às 5 horas da manhã?.

Proteção de imagem

A jornalista disse que não pretende cobrar pelo direito de imagem. ?Vendi os direitos por quatro crepes?, brinca.

?O moço ficou com medo que eu chamasse a polícia e pediu pelo amor de Deus. Porque o carrinho era única coisa que ele tinha. Aí só pedi pra fazer a foto com o carrinho?, conta.

O advogado Marcelo Salomão orienta que pessoas que passarem por situação semelhante à de Francielly podem mover ação cível por uso não autorizado de imagem.

?Principalmente quando houver o uso comercial desta imagem?, conta o advogado que processou um curso pré-vestibular pelo uso não autorizado de fotos de alunos em outdoor.

Ele explicou ainda que há divergência na jurisprudência quanto ao caráter público de fotos publicadas em redes sociais, como o Facebook.

?A jurisprudência é bem dividida. Há os que entendem que ainda assim as imagens não são públicas. Há, no entanto, outra corrente que entende que, a partir do momento que as imagens estão acessíveis em rede social, elas se tornam públicas?, diz.

Em seus termos de privacidade o Facebook não é claro sobre o uso de imagens publicadas em suas páginas fora do ambiente da rede social.

Fonte: Paraná Portal.

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