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Vigilantes deixam de abastecer caixas eletrônicos a partir de segunda-feira

Trabalhadores do transporte de valores entraram em greve reivindicando aumento real (acima da inflação) de 3%

Os vigilantes responsáveis pelos serviços de transporte de valores do Paraná decidiram, nesta quinta-feira (28), entrar em greve por tempo indeterminado. A decisão foi tomada depois que o sindicato da categoria recusou a última proposta apresentada pelo sindicato patronal. Com isso, os caixas eletrônicos deixarão de ser abastecidos a partir da próxima segunda-feira (1) podendo faltar dinheiro.

Só no estado, trabalham no transporte de valores 2.487 vigilantes. A classe reivindicava um aumento salarial real (acima da inflação) de 3%, mas o Sindicato das Empresas de Segurança Privada do Paraná (Sindesp-PR) propôs a reposição da inflação e um aumento de R$ 0,10 no vale-refeição. A oferta foi avaliada como insuficiente pelos vigilantes.

O presidente do Sindicato dos Vigilantes de Curitiba e Região, João Soares, classificou como absurda a proposta do sindicato patronal. Ele também disse que a expectativa dos vigilantes é que sejam reabertas as negociações para que a greve possa durar o menor tempo possível. “Lamentamos pelo fato da população ter que pagar pela falta de respeito e consideração dos patrões com os vigilantes”, completou.

Nesta sexta-feira (29) é a vez dos vigilantes responsáveis pela segurança dos bancos decidirem se vão ou não entrar em greve. A paralisação dos vigilantes prejudicaria ainda mais o funcionamento das agências bancárias. Os bancos não podem abrir as portas sem que pelo menos dois vigilantes façam a segurança do local.

Situação já ocorreu em 2009

No ano passado, os vigilantes realizaram uma greve de cinco dias que prejudicou o funcionamento dos bancos. Só em Curitiba, mais de 130 agências fecharam as portas. Houve também prejuízos no funcionamento dos sistemas bancários de Londrina, Maringá, Foz do Iguaçu e Umuarama.

A paralisação só terminou após um acordo entre o sindicato patronal e a categoria. As negociações chegaram a ser intermediadas pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT), mas só após muita conversa os trabalhadores aceitaram a proposta dos patrões.

FONTE: GAZETA DO POVO
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